sábado, 27 de agosto de 2011

Louvor ao Deus Soberano

Senhor, do abismo do meu nada
Bendigo o Teu Nome soberano,
Porque me tiraste da minha soberba e invencibilidade,
E me conduziste à vossa grandeza.

Mostrou-me Senhor, em minhas misérias,
O quanto Tu és grande, forte e poderoso.
Calou-me, diante de Vossa manisfestação.

Que é o homem, ó Deus meu?
Para que te importes tanto com ele?
Quem sou eu, ó meu Bem?
Para que me queiras tanto?

Eu sou um vermezinho, esquecido pelos homens,
Que vive a se empanturrar de coisas efêmeras e fúteis. Sou eu um ser desprezível, que se esquece constantemente da essência e que vós sois IMENSAMENTE e TUDO!
Sou um monte de barro, que por muito desejo e amor vosso, recebeu o DOM da VIDA!

Ó Senhor! Porque me contento em tão pouco,
Se tenho o imensidão em tuas mãos?
Por que a tristeza, a decepção, as palavras, o desprezo me abatem?
Por que tanto medo da cruz e da solidão, se somente Tu me bastas?
Por que guardo tantos tesouros em meu coração, quando os bens e os males do mundo passam?

Renova a cada manhã, em minha vida,
Senhor soberano, as Tuas misericórdias,
Para que eu possa contar aos meus filhos
E aos filhos dos meus filhos,
Os seus grandes feitos...

Seduziste-me Senhor, trituraste-me,
Esmagaste a minha carne.
Humilhaste-me e jogate por terra, as minhas seguranças. As minhas forças.

Estou sem chão, sem alicerce,
Minha construção ruiu.
Terei que começar tudo novamente
Com uma única certeza...
Que só a Tua graça,
Basta às minhas desgraças!

Amém.

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